sexta-feira, setembro 08, 2006

Notícias sobre a Confraria da Morcela de Arroz da qual sou Confrade

Confraria da Morcela de Arroz em Leiria


A Confraria da Morcela de Arroz da Alta Estremadura vai realizar em Leiria o seu I Capítulo que contará com 200 convidados de confrarias ligadas à divulgação da morcela, oriundos de vários países.
Para este evento, que se realiza no âmbito do XIII Festival Regional de Gastronomia em Leiria "Paladares e Sensações", são esperados cerca de 200 convivas, entre convidados e confrarias
oriundas de Portugal, Espanha e França.
A cerimónia de entronização dos confrades decorre pelas 12h30, na Igreja de São Francisco, seguindo-se o repasto no Castelo de Leiria, pelas 13h30. Ao início da noite a Confraria da Morcela de Arroz marca presença na abertura oficial do XIII Festival Regional de Gastronomia "Paladares e Sensações", no Jardim Luís de Camões.

A Confraria Gastronómica da Morcela de Arroz da Alta Estremadura, constituída a 18 de Maio de 2005, tem como objectivos promover a investigação do património gastronómico no receituário e na arte e técnica da produção tradicional da morcela de arroz e seus derivados.

Pretende ainda fazer uma reconstrução histórica sobre as técnicas usadas pelos antepassados e da sua evolução no tempo, bem como defender e divulgar a autenticidade da morcela de arroz da Alta Estremadura, informa, em comunicado, a Confraria da Morcela.
Produtores associam-se na defesa e divulgação da Morcela de Arroz
Foi dado o primeiro passo rumo ao "estudo, divulgação e defesa da qualidade da morcela de arroz". O repto foi lançado pela presidente da Confraria da Morcela de Arroz da Alta Estremadura, Isabel Amado, que ontem apoiou e impulsionou a criação de uma Associação de Produtores daquele produto 'típico' da gastronomia da região.

Receita: Morcela de Arroz
Ingredientes:

  • sangue de um porco, ao qual se adiciona vinho para não coagular gordura de porco
  • 1,5 kg de arroz

  • 3 cebolas grandes

  • 1 ramo de salsa grande

  • cominhos, cravinho e sal

Preparação

Na altura da matança do porco, o sangue é recolhida num alguidar, em que previamente se deita o vinho, para não coagular. Este sangue é misturado com algumas gorduras do porco cortadas aos bocados, as cebolas picadas e o arroz mal cozido. Junta-se a salsa picada, o sal, os cominhos e o cravinho. Mexe-se até se obter uma massa e com ela enchem-se as tripas (sem encher de mais), previamente lavadas com água e limão. Atam-se com um fio dos dois lados.

Cozem-se as morcelas numa panela com água e uma cebola. Devem picar-se com um garfo para não rebentarem. Depois de cozida a tripa e quando já não sai sangue, retiram-se as morcelas. Deixam-se arrefecer, devendo ser servidas nos dias seguintes. Não devem ser secas ao ar nem ao fumeiro.

As morcelas podem ser servidas cozidas, como foram preparadas. Podem também ser assadas ou fritas numa frigideira untada com banha, inteiras ou cortadas às rodelas. Podem, ainda às rodelas, ser misturadas com ovos mexidos.

4 comentários:

Anónimo disse...

a sua histori!

RAMALHO disse...

Penso que a morcela de arroz se encontra ligada à história de uma pequena vila, chamada Valado dos Frades

Jorge Ramiro disse...

Muito interessante é a história que tem a morcela. A morcela tem uma história, eu acho que vem de gaúchos que habitavam as terras da América do Sul e um dia descobriram que podiam usar o sangue do animal para comer e era rico. É claro que naquela época havia doenças como a triquinose, eram perigosas. Eu vou para alguns restaurantes em perdizes que fazem a melhor morcela do Brasil.

Sara disse...

Como é bonito para comer esse tipo de coisa, eu realmente gostaria de, em algum momento têm a oportunidade de comer o fato de restaurantes em moema